PERCEPÇÃO SOBRE AS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA INOVAÇÃO EM INSTITUIÇÕES CEARENSES
DOI:
https://doi.org/10.24325/issn.2446-5763.v4i11p35-56Palavras-chave:
Economia Criativa, Ceará, Políticas Públicas, Inovação, Creative economy, Public policies, Guiding principlesResumo
A economia criativa é um campo dinâmico, tendo se destacado pela sua importância para os âmbitos econômicos, sociais, culturais e tecnológicos. Dada essa abrangência e complexidade, foram instituídos princípios norteadores que servem de eixo orientador para as ações e políticas relacionadas à economia criativa, os quais são a diversidade cultural, a sustentabilidade, a inovação e a inclusão social. A pesquisa tem como objetivo geral investigar, no contexto do estado do Ceará, as contribuições das políticas públicas para o princípio norteador inovação. A pesquisa possui caráter exploratório-descritivo, tendo natureza qualitativa. Quanto aos meios, a pesquisa é bibliográfica e de campo, realizada em órgãos do setor público do Ceará. Verificou-se que a inovação diz respeito à quebra de paradigmas, no atendimento de novas demandas e busca por soluções criativas, tendo as políticas públicas como essenciais, por atuarem para seu fomento, além disso, há a necessidade que existam cada vez mais investimentos e que sejam divididos de maneira mais igualitária visando um melhor desenvolvimento da inovação.
Downloads
Referências
EVANS, Paul C.; ANNUNZIATA, Marco. Industrial Internet Pushing the Boundaries of Minds and Machines.GE Imagination work, 2012. Disponível em: <https://www.ge.com/docs/chapters/Industrial_Internet.pdf>. Acesso em: 10 de out. 2016.
BAREGHEH, A.; ROWLEY, J; SAMBROOK, S. Towards a multidisciplinary definition of Innovation. Management Decision, 47(8), 1323-1339, 2009.
BUENO, G., JOHN, E., LYRA, F. R., & LENZI, F. C. Knowledge Management, Market Orientation and Innovation: a study at a Technology Park of Santa Catarina. Brazilian Business Review (English Edi5on), 13(3), 70-89, 2016.
CAIADO, A. Economia Criativa na Cidade de São Paulo: Diagnóstico e Potencialidade. São Paulo: FUNDAP, 2011.
CHAUÍ, M. Cultura política e política cultural. Estudos Avançados, v.9, n. 23, p.71-84, 1995.
COSTA, R. Economia Criativa: Uma Política Pública Da Economia Para a Cultura e Sua Integração Na Política Econômica Do Governo Federal. In: V Seminário Internacional – Políticas Culturais, Rio de Janeiro, 2014.
DRUCKER, P. Inovação e espírito empreendedor. São Paulo: Pioneira, 1986.
FARIA, C. A. Implementação: ainda o “elo perdido” da análise de políticas públicas no Brasil? In:
FARIA, C. A. (Org.). Implementação de políticas públicas: teoria e prática. Belo Horizonte: Editora PUC Minas, p. 123-152, 2012.
FERNANDEZ, F. S. Economia criativa como estratégia de desenvolvimento regional: o caso do grande ABC paulista. Disseertação, Universidade Federal do ABC, Santo André, 2014.
FIRJAN. A cadeia da indústria criativa no Brasil. In: Estudos para o desenvolvimento do Rio de Janeiro. n. 2. Rio de Janeiro: FIRJAN, 2008.
FIRJAN. Mapeamento da indústria criativa no Brasil. Rio de Janeiro: FIRJAN, 2014. Disponível em: <http://www.abradi.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Mapeamento-2014.pdf>. Acesso em: 10 de out. 2016.
FONSECA, A. C. et al. Economia criativa: um conjunto de visões. São Paulo: Fundação Telefônica, 2012. 170p.
FLORIDA, R. The rise of the creative class. New York: Basic Books, 2002.
GIBSON, C; KLOCKER, N. The “cultural turn” in Australian regional economic development discourse: Neoliberalising creativity? Geographical Research, v. 43, n. 1, p. 93–102, 2005.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
HOWKINS, J. The creative economy: how people make money from ideas. London: Penguin Press. 2001.
KLEBA, M. E.; COMERLATTO, D.; FROZZA, K. M. Instrumentos e mecanismos de gestão: contribuições ao processo decisório em conselhos de políticas públicas. Revista de Administração Pública, v. 49, n. 4, p. 1059-1079, 2015.
KLINE S.J.; ROSENBERG, N. An overview of innovation, In: R Landau & N Rosenberg (eds.). The positive sum strategy. National Academy Press, Washington. p. 275-306, 1986
LEITÃO, C. Criatividade e diversidade cultural brasileira como recursos para um novo desenvolvimento. In: Plano da Secretaria da Secretaria da Economia Criativa: políticas, diretrizes e ações, 2011 – 2014. Ministério Da Cultura, (Org.). Brasília: Ministério da Cultura, 2011. p. 12-16.
LIMA, W. G. Política pública: discussão de conceitos. Interface, Porto Nacional, n. 5, p. 49-54, out. 2012.
MADEIRA, M. G. Economia criativa: implicações e desafios para a política externa brasileira. 2014.
MACHADO, E.; SELIG, P. M.; FOLLMANN, N.; CASAROTTO FILHO, N. Análise da Influência do Capital Estrutural no Sucesso de Startups Incubadas: uma Pesquisa com 21 empreendedores. International Journal of Innovation, v. 4, n. 1, p. 46-57, 2016.criativa.pdf>. Acesso em: 16 ago. 2016.
MIGUEZ, P. Economia criativa: uma discussão preliminar. In: Nussbaumer, G. M. (Org.). Teorias e políticas da cultura: visões multidisciplinares. Salvador: EDUFBA. Coleção CULT, p. 96-97, 2007.
MILES, R.; SNOW, C. Organizational Strategy, Structure, and Process. New York: McGraw-Hill, 1978
MINC -Ministério da Cultura. Plano da Secretaria da Economia Criativa: políticas, diretrizes e ações, 2011 – 2014. Brasília: Ministério da Cultura, 2011.
MINAYO, M. C. S. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Rio de Janeiro: Vozes 2001.
MORAES, J. L. Temas, conceitos e desafios da Economia Criativa. Informações FIPE, São Paulo, SP, Brasil, p. 33 – 35, 2011.
NELSON, R.; MALERBA, F., Catching-up: em diferentes sistemas setoriais. A rede global de aprendizagem, economia da inovação e sistema de desenvolvimento de competências. Revista Globelics, n. 1, 2008.
REIS, A. C. F. (org). Economia criativa como estratégia de desenvolvimento: uma visão dos países em desenvolvimento. São Paulo: Itaú Cultural, 2008.
RÉVILLION, J. P. P. Análise dos sistemas setoriais de inovação das cadeias produtivas de leite fluido na França e no Brasil. 2004. Tese (Doutorado em Agronegócios). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2004.
RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
ROHTER, L. Brasil em alta: a história de um país transformado. São Paulo: Geração Editorial, 2012.
SANTOS, A. R. Metodologia Científica: a Construção do Conhecimento. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007.
SANTOS-DUISENBERG, E. dos. Secretaria da Economia Criativa no Brasil. In: BRASIL. Plano da Secretaria da Economia Criativa: políticas, diretrizes e ações, 2011 – 2014. Brasília, Ministério da Cultura, 2011.
SANTOS, D. C. L. P.; LEITE, E. F.; FONSECA, S. M. M. Políticas públicas de fomento ao empreendedorismo no Estado de Pernambuco. Desenvolvimento em Questão, v. 12, n. 28, p. 144-169, 2014.
SEBRAE. Quem Somos. Disponível em: <http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/ce/quem_somos?codUf=6>. Acesso em: 10 jun. 2016.
SEBRAE. Simples Nacional – o que muda a partir de 2012: alterações da Lei Complementar 139/2011. Sebrae Paraná, 2011. Disponível em: <http://www.fazenda.df.gov.br/arquivos/pdf/pmf_alteracoes_2012.pdf>. Acesso em: 23 mai. l.
SECRETARIA DA CULTURA DO ESTADO DO CEARÁ. A secretaria. Disponível em: <http://www.secult.ce.gov.br/index.php/a-secretaria>. Acesso: 12 jun. 2016.
SERRA, N.; FERNANDEZ, R. S. Economia Criativa: da discussão do conceito à formulação de políticas públicas. Revista de Administração e Inovação, v. 11, n. 4, p. 355-372, 2014.
SCHUMPETER, J. A. Teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1997.
SUNDBO, J.; GALLOUJ, F. Innovation in services. SI4S Syntheis Paper, n 2, 1998.
TENNYSON, Pinheiro; ALT, Luis; PONTES, Felipe. Design Thinking Brasil: empatia, colaboração, e experimentação para pessoas, negócios e sociedade. São Paulo: Elsevier Editora Ltda., 2012.
THOMAS, L. G., & D'AVENI R. The changing nature of competition in the US manufacturing sector, 1950-2002. Strategic Organization, 7(4), 387-431, 2009.
TIDD, J.; BESSANT; J. Gestão da Inovação. 5. ed. – Porto Alegre: Bookman, 2015.
UNCTAD. The Creative Economy Report 2010: Creative economy – a feasible development option. Geneva: United Nations, 2010.
VILLASCHI, A. ANOS 90: uma década perdida para o sistema nacional de inovação brasileiro? São Paulo Em Perspectiva, v.19, n.2, p.3-20, abr./jun. 2005.
ZARDO, J. B. G.; MELLO, R. E. S. Rio Criativo – Incubadora de empreendimentos da Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro: Análise Crítica da Universidade Empreendedora Executora de Política Pública. Sistemas & Gestão - p. 206-221, 2012.








